Google se junta à NASA na busca pela computação quântica

nasa

Duas grandes organizações de ciência e pesquisa em áreas bem distintas se juntam para tentar resolver o mistério da computação quântica. Google e NASA estão juntando seus poderes tecnológicos para desenvolver um computador capaz de realizar operações no peculiar ambiente que é o universo quântico. De junção dessas duas potências, há de se esperar grandes feitos.

googleHá algum tempo, já vem sido comentado aqui mesmo no blog da Sul Internet que os processadores de computadores estão ficando tão pequenos que, em breve, chegarão ao um ponto em que não é possível crescer mais, quebrando, assim, a lei de Moore, aquela que diz que a cada ano os processadores duplicarão seu poder e terão o tamanho reduzido pela metade.

O problema é que os componentes que compõem um processador estão chegando perto de se tornarem tão pequenos quanto um átomo. O transistor, por exemplo, que é uma parte essencial de qualquer processador já possui um tamanho médio de 14 nanômetros, isto é, oito vezes menor do que o vírus HIV. E a IBM já anunciou ainda que foi capaz de desenvolver o novo chip de apenas sete nanômetros.

Entendendo o transistor como o objeto que tem a função de permitir ou bloquear o fluxo de elétrons que transmitem a informação digital em dados binários, pode-se enxergar um grave problema: este componente estará tão pequeno que, em breve, não será mais capaz de conter os elétrons, tornando problemático o processamento de dados digitais. E é para isso que começaram os estudos em torno da computação quântica.

O universo quântico possui leis diferentes das nossas, o que torna experimentos na área tão promissores quanto misteriosos. A parceria do Google com a NASA levou ao desenvolvimento do supercomputador D-WAVE 2X que, se tudo der certo, será capaz de usar o reino quântico para realizar com cálculos de alta complexidade com extrema precisão e em altíssima velocidade.

d-wave 2x

Para entender a diferença entre um computador normal e um computador quântico, pode-se fazer uma comparação científica. O byte, no momento, é considerado a menor divisão possível de informação digital, assim como o átomo, até pouco tempo atrás, era considerado a menor partícula possível de matéria. Quando se descobriu que o átomo era divisível em componentes ainda menores, foi desenvolvida a energia nuclear e um novo mundo de possibilidades se abriu. O mesmo deve acontecer com a computação quando computadores forem completamente capazes de lidar com informações menores que os bytes, chamadas qubytes.

O Google liberou recentemente um promissor relatório de testes feitos do D-WAVE 2X que, como nas palavras da empresa, resolveu problemas com “quase mil variáveis de binários”. Quando o relatório for bem analisado por vários pesquisadores será possível determinar se os cálculos foram, de fato, realizados a partir da computação quântica. Mas, ao que tudo indica, os resultados serão positivos.

Aos interessados por tecnologia, resta agora aguardar as análises e acompanhar as notícias relacionadas aos testes da NASA com o Google. Será que a computação quântica será uma realidade comum daqui a 20 anos?

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