Menores por fora, maiores por dentro: a evolução da memória

A vida imita a arte ou a arte imita a vida? Difícil de dizer, mas parece que a evolução das tecnologias de armazenamento de dados se inspirou em Doctor Who. Para quem não conhece, Doctor Who é um seriado britânico de ficção científica de longa duração cujo protagonista é um alienígena – com uma aparência bem humana – que viaja pelo tempo e espaço a bordo de uma nave no formato de uma cabine policial inglesa da década de 1960. E é justamente nessa nave que o armazenamento de dados parece se inspirar.

O nome desta nave é Tardis, e, apesar de seu exterior compacto, por dentro ela é assim:

Interior da Nave de Doctor Who

No entanto, se para o personagem britânico foi necessário utilizar tecnologia alienígena para realizar a façanha de fazer caber muito em pouco espaço, na vida real foi necessário “apenas” trabalho duro e anos de pesquisa. Quer a prova? Veja uma foto do RAMAC 305, o computador da IBM que foi um dos primeiros do mundo a possuir um HD.

RAMAC, o computador com HD de 5 mb

Esse caixote de um metro e meio de largura e 1,80 de altura possuía um disco rígido composto com 50 discos magnéticos. E o que cabia em um HD tão grande? 4,4 megabytes. Não caberia um arquivo de mp3 nesse trambolho! Mas, é claro, isso era 1956, muito antes do mp3. Hoje, no entanto, os dispositivos passaram pelo efeito Tardis. Pense um micro SD de 64gb. Cabe na ponta do seu dedo, certo? Pois nesse pequeno pedaço de plástico cabem cerca de 12.500 RAMACs – em termos de dados digitais, é claro.

O disquete e outros falecidos

disqueteMuito provavelmente, aqueles que nasceram próximo à virada do século nunca precisaram usar um disquete. Se, por um acaso, chegaram a sequer vê-los um dia foi porque alguém mostrou ao contar sobre a evolução da tecnologia. Além, é claro, do fato de que, nostalgicamente, vários softwares e plataformas mantiveram a imagem do disquete como ícone de salvar.

E não é só em termos de informática! Antigamente, para ouvir músicas seria necessário um disco de vinil ou fitas cassetes. No entanto, enquanto os discos voltaram à tona como item de colecionador, as pobres fitas de duração limitada foram fadadas ao esquecimento. Da mesma forma, as fitas de vídeo desapareceram. Surpreendentemente, os DVDs vivem muito bem até hoje, mesmo competindo com os Blu-Rays com até 10 vezes mais espaço.

É possível, então, identificar um padrão. Esse padrão se chama Lei de Moore, ou pelo menos uma versão adaptada dela. Segundo Moore, anualmente os hardwares avançariam de forma a possibilitar que o dobro da capacidade fosse possível para dispositivos do mesmo tamanho. No caso do armazenamento, a proporção foi ainda maior. A capacidade aumentou drasticamente, enquanto o tamanho diminuiu no mesmo ritmo.

O que esperar do futuro?

Para um futuro próximo, provavelmente veremos o SSD tomar o lugar dos discos rígidos. O novo formato possui inúmeras vantagens, perdendo apenas no preço.  Por enquanto, é uma expectativa um tanto irreal esperar que todos os computadores venham com tal tecnologia. A única certeza é de os dispositivos continuaram diminuindo por fora e aumentando por dentro. Quem sabe se um dia não teremos Tardis voando por aí?

memória

Fonte: Techtudo
Categoria: Conteúdo, Informática
Tags: Curiosidade, Hardware, História, Informática, Sul do Mundo

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